Cervejas e schnnaps, comida tex-mex e o lado Indie de São Paulo
Dicas, Festas, Cidades, Sexo, Americas, Brasil, São Paulo, Bebida, Bizarro, Armadilhas, Loucura, Comidas October 22nd, 2007
Escrito por Adriano Snel, visite seu site
Estava em São Paulo no último feriado. Um tanto quanto contrariado, é verdade, já que eu tinha recebido um convite para ir a Oktoberfest de Blumenau, tentador. Bom, o feriado tava legal, tempo bom, até um pouco quente demais pra mim. E, como todo bom gaúcho, tomei meu mate pela cidade inteira, arrancado olhares de estranhamento por ode passava com minha cuia e a térmica. Na sexta, resolvi sair pra comer um comidinha mexicana, eu, a patroa e o meu irmão.
Fomos ao antigo El Kabong, que agora, em função de trâmites societários, se tornou Si Señor, e fica na Praça Vilaboim, eprtinho da FAAP, Higienópolis, São Paulo. A comida continua a mesma. Ou seja, não fica devendo em nada pros melhores restaurantes de comida mexico-texana que comi, um prato por cabeça entre un 25 e 35 reais, mais o excelente e bem tirado chope Brahma (uns 5, no mínimo), deu em torno de 40, 45 mangos per capita.
Após o embate gastrônomico, seguimos em direção a rua Minas Gerais, onde segundo meu irmão encontraríamos um bar bem interessante e com ótima música ao vivo. Balela. O lugar era um legítimo pé-sujo, fedido a mijo e estava as moscas.
Urina e Cerveja
Chama-se Milo Garagem o lugar e é recomendado pra quem gosta de cheiro de urina e ainda quer pagar 15 contos pra entrar. Entretanto, como estávamos perto da Augusta e de seus inferninhos (além dos puteiros, tem o Outs, Inferno e o Vegas, interessante), resolvemos ir dar uma banda por lá. Descemos toda a Augusta, pra quem não sabe, fica do lado oposto dos jardins, ou seja, dum lado o luxo das lojas de grife, do outro, as malocas e puteirinhos de “déiz real”.
Acabamos não entrando em nenhuma destes clubes supra-citados, até por quê era cedo, em torno das 11 e os lugares estavam fechados. Conversando com alguns locais, recebemos a informação que num outro bar, chamado Funhouse na Rua Bela Cintra, teria show com o maluco-beleza do Astronauta Pinguin. Rumamos pra lá, junto com um séquito de pré-adultos paulistanos que meu irmão, músico e pré-adulto, acabou por conhecer.
Outro inferninho, mas um pouco mais legal
Guinnes por 7 pilas, feito. E “Jaggermaister” por 3, a dose. Bom, nos enganaram, não tinha show nenhum do Astronauta Pinguin e sim uma outra banda formada por um paraíba no baixo, um paulista na bateria e um outr que não lembro a nacionalidade na guitarra. Em 3 músicas a pista ficou vazia de tão ruim que era a banda. Neste instante eu estava num acalorado embate contra os paulistas pra ver quem arrotava mais alto. Ganhei.
Alguns dados interessantes dessa submerssão:
- Puteirinho na Augusta convidava os transeuntes a verem a galinha que comia três minhocas. Fiquei tentado em descobrir o que era, até tenho um vaga idéia do que seja, mas não me arrisquei.
- Pé-sujo, mais sujo que o Milo Garagem foi o lugar escolhido por esta reportagem pra tomar um bohemia gelada antes de subir a pé a Augusta novamente. Chama-se Lanches Bahia, pior que bar de rodoviária.
- A Guinness na Funhouse não é de copo, e sim, Pint em lata, podes tomar no copo, mas como o lugar é tri atrolhado recomendo a lata. Já o schnnaps, Jaggermaister, vem num tubo de ensaio, bem gelado, por três mangos.
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Hmmm, que passeio hein… de restaurante mexicano pra boteco fedido, de boteco fedido pra boteco-com-cara-de-rodoviária. E chopp da Brahma.
Aqui estávamos no triângulo gatronômico x-alemão-chopp artesanal (todos)-batata recheada o som de bandinhas. Mais “alemón” impossível.
Quem sabe ano que vem tu não aparece aqui pra provar um pouco da Oktober? Mas se quiseres vir antes, as cervejarias artesanais estão abertas o ano inteiro, e quem sabe te arrumem uns rollmops pra você provar da típica culinaria alemã. =P
Convite de pé para o ano inteiro, e um brinde (triste) ao fim da Oktober 2007.