O Jalapão é aqui

Escrito por Marina Gurgel 13/07/20094 dicas viajantes

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Dunas do Jalapão

“Que língua falam no Jalapão?” Me perguntaram uma vez, esperando que eu desse como resposta algum dialeto tailandês. Apesar de serem necessários quase dois dias de viagem, o destino em questão é uma região de 34km², no leste de Tocantins com cachoeiras e dunas, mais conhecida pelo artesanato de capim dourado.

E lá, até segunda ordem, fala-se português.

No entanto, a falta de informação é comum. Quando o Jalapão pertencia ao estado de Goiás, há vinte anos, o território era conhecido pelos goianos como o fim do mundo por causa da dificuldade de acesso e distância da capital.

Segundo os moradores, desde que a área pertence ao Tocantins, as estradas são o paraíso. Ainda assim, demora meio dia para chegar à cidade de Ponte Alta, portal do Jalapão.

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Fervedouro

De lá até as atrações é necessário enfrentar estradas de terra e areia que só são aconselhadas para carros 4×4. Para os mais aventureiros, também é possível fazer as trilhas à pé.

Porém, o Jalapão não é só distante, também é quente. Lá a temperatura ultrapassa os 30ºC com frequência, mesmo na estação de chuvas, que vai de outubro a abril.

Uma boa opção são as agências especializadas, como a Korubo, que hospeda os viajantes em um acampamento confortável no meio do caminho. De qualquer forma, aqueles que escolherem conhecer a região devem ir com o objetivo de curtir a natureza, e não esperar nenhuma forma de luxo ou agito, pois com 0,8 habitantes por km², a área é um dos maiores desertos demográficos do Brasil.

Porque vale a pena

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Cachoeira do Formiga

O cerrado continua intacto, e as cachoeiras são de água azul e potável. É o caso do fervedouro, poço em que a água potável brota tão forte, que é impossível mergulhar e afundar. Ou da cachoeira do Formiga, que continua límpida, mesmo em épocas de chuva.

Onças, araras, cobras e lobos também fazem sua aparição, inclusive entre os homens. Como se isso não bastasse, a erosão natural das serras de arenito formam dunas de areia grossa e alaranjada que se instalam no meio do cerrado e fazem a despedida do Jalapão difícil, e a gente olha para trás, na esperança de contemplar mais um pouco aquele cenário tão inusitado.

Marina Gurgel:
Categorias: Dicas, Ecologia, Tocantins

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4 comments

  1. Dmitry says:
    21/07/2009 at 1:39 am #

    Muito bonito mesmo. Deu vontade de largar tudo aqui e ir passar umas férias no Jalapão.

  2. Daiane [VivoVerde] says:
    21/07/2009 at 5:08 am #

    Eu moro aqui em Palmas/TO e já fio ao Jalapas… é muito lindo, tudo lá é lindo … as histórias e tudo que ve vê lá imprecionam … defendo esta área como se fosse MEU mesmo … rs

    =]

    Parabéns pelo post *.*

  3. Rodrigo says:
    21/07/2009 at 1:35 pm #

    Minha família é do Tocantins, e minha vó nasceu no Jalapão. Infelizmente ainda não tive o prazer de conhecer, mas depois dessas imagens, farei o possível pra ir!

  4. ooi says:
    21/07/2009 at 6:25 pm #

    realmente, muito lindo o lugar :)
    “Porém, o Jalapão não é só distante, também é quente. Lá a temperatura ultrapassa os 30ºC com frequência, mesmo na estação de chuvas, que vai de outubro a abril.”
    30°C? o que? vem no rio e encara 40°C, ai você vai saber o que é quente xD

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