Escrito por Marina Gurgel, visite seu site

Sancho

Quem diria que custa mesmo caro para chegar no paraíso. E ainda digo mais: o paraíso não é mesmo para todos mas só para um número limitado de almas. Porém, todo esse cuidado em não deixar com que Fernando de Noronha fique um inferno, vale apena. Toda a sensação Adão e Eva pode ser transmitida em praias desertas de água azul, em que os peixes não se assustam com a presença humana, e nos perguntamos: será mesmo que não é essa a realidade? Ou ao menos: não deveria ser? Mas como sustentar tal paraíso se o homem destrói tudo o que toca?

Se Fernando de Noronha não fosse a dois dias e meio de barco, mas a duas horas de São Paulo, ao invés de golfinhos teríamos o lixo boiando, e ao invés de lindas esculturas de pedra naturais, teríamos mansões de milionários mimados no topo dos morros. Se a lenda bíblica da criação do homem fosse verdade, poderíamos dizer que o homem, com o seu livre-arbítrio, teve a opção de ficar no paraíso. Porém, achando que Deus ia limpar sua sujeira, fez da terra o inferno.

Será que o Guarujá um dia já foi Fernando de Noronha?

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One Comment to “O que restou do paraíso”

  1. heliarly | October 14th, 2007 at 9:37 am

    A verdade é que o homem sempre acaba estragando tudo, e se eu tivesse o dinheiro que esse pessoal tem eu fatalmente faria o que vc disse pra não fazer, que monte de ignorantes nó somos?!

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