10 responses to “O calvário para chegar à Capela Sistina”

  1. Bom senso

    Porra, acho que qualquer um tem o direito de ser descrente, ateu ou o que for, mas é o cúmulo do ridículo essa repulsa excessiva pra cima de qualquer crença. Isso é semelhante ao fanatismo religioso, que tanto criticam.
    Não perdem a oportunidade de falar absurdos como “estranho misturar religião com tecnologia”, bah, parece que vive em outro mundo.
    E se tudo aquilo ali tem que se manter, tem um custo pra isso. Aí vem falar de lucro, arrecadação… bah.

    Será que é impossível apreciar a arte de uma ideologia diferente sendo imparcial, sem externar suas convicções pessoais?

  2. Marina Gurgel

    Caro “Bom Senso”,
    minha repulsa não é pela crença, e sim pela discrença que vi por lá. Os turistas não respeitavam a Capela, as obras de artes e nem os outros turistas, empurrando os outros sem educação, com pressa para tirar fotos.
    A arte que, com dificuldade, eu parei pra ver, eu apreciei e muito. Aliás, gostaria de ter conseguido observar mais. Não tenho problemas contra a crença, mas sim com a instituição, que cobra caro pela entrada, e oferece um passeio em péssimas condições, desrespeitando aqueles que podem ter passado uma vida inteira almejando conhecer o Vaticano.
    Quanto tecnologia e religião, você tem razão. Mas talvez aquilo que é “comum” para você, é algo novo para mim, ao qual eu não vejo todo dia, e logo, é estranho.
    De resto, se você estiver à procura de textos imparciais, é melhor procurar um guia. Te indico os da Publifolha, que são ótimos. Já o interessante à respeito de impressões de viagem, eu acho, é ver o lugar pelos olhos do outro.

  3. Lúcio

    Seja imparcial, então, em relação a quem digitou o texto que você acabou de ler. Deixe quem quiser ser descrente ao seu modo… não há um manual.

    O nome disso é hipocrisia sua, não uma crítica! ^^
    O texto está ótimo sim e eu acredito que críticas construtivas e discordância podem andar juntas.

    E eu termino com uma frase sua: “Será que é impossível apreciar a arte de uma ideologia diferente sendo imparcial, sem externar suas convicções pessoais?”

  4. Daniel Bender

    Lucro e fé andam juntos e não há nada de mal nisso, o problema é o arolho característico da Capela Sistina. Tem dias q parece pior q jogo do Curintia.

  5. Guga

    Olha, eu também conheci essa capela magnifica, e concordo que o “resto” do museu acaba sendo esquecido pela maioria, mas convenhamos, Michelangelo merece …

    Sobre a educação dos visitantes, também sou a favor de abolir carrinhos de bebê em museus, mas é uma medida complicada, convenhamos.

    Só não concordo com o tema da crença dos visitantes, mesmo porque você não precisa ser católico para visitar o museu. Vide os milhares de chineses parasitas circulando por qualquer ponto turístico em Roma (pra nao mencionar a Europa como um todo)

  6. João Paulo

    Todos querem ver Michelangelo, a Capela Sistina é o principal ponto turistico do Vaticano. Por causa disso, deveria sim ser mais organizada. Mas como o Cristo Redentor, entre outros pontos espalhados pelo mundo não há uma organização condizente.
    Não conheço a capela sistina, mas tem detector de metais? Um atentado ali é viável?
    Locais sagrados e muito frequentados merecem uma melhor organização, principalmente no “Primeiro Mundo”.
    Qto a Capela ser uma igreja, e recriminar a ida de carrinhos de bebê, acho exagerado, pq em igrejas normais vemos isso com freqüencia. Crianças devem ser levadas à igreja desde pequenas. O que deveria ter é restrições em certos horários. E uns binóculos para ver o toque das mãos? não seria uma boa idéia? 1 euro a olhada? já pagaria a equipe de fiscalização.
    Saídas de emergência deveriam ter tb. Todo local de grande circulação tem que ter isso.
    Qto à crença dos visitantes, acho que todos tem o direito de ir e vir e ver o que quiserem.
    Em nome do Pai, do Filho e do Michelangelo, Amém.

  7. Achados na web 60 | Ladybug Brasil

    [...] O Calvário da Capela Sistina, do Goitacá, vira alvo de crentes nos comentários. [...]

  8. Cris

    Moro na Italia ha dois anos e ja fui diversas vezes em Roma, mas ainda nao tive coragem de entrar e conhecer a Cappela Sistina e nao è por falta de vontade nao! Primeiro a fila pra entrar me desanima, fico imaginando toda aquela gente la dentro e o cenario que vem a minha mente, è exatamente como descreveu o autor do texto acima. E segundo, acho que nao adianta visitar a Cappela Sistina, sem ter estudado pelos menos as obras mais importantes. è perder viagem…. voce nao vai conseguir entender o que o Mestre Michealangelo quis mostrar pro mundo. Acredito que a maioria das pessoas nunca pegou pra ler a historia da construçao da cappela, o que significa cada afresco.

  9. Márcio Gugelmin

    A poucos dias estive em Roma e tive a felicidade de conhecer a capela sistina. Além da falta de estrutura neste local, há o desrespeito do “ser humano” É um local a ser contemplado e era proibido tirar fotos. O que se via!! Multidões aglomeradas tirando fotos com ou sem flash. Concordo que é um momento para ser registrado, mas convenhamos….
    Não vi nenhum fiscal ou guia local orientando ou controlando a multidão como havia por exemplo no túmulo do Papa João Paulo II.

  10. Alex Luna

    A Capela Sistina, e praticamente todo o complexo do Vaticano estao longe de serem apenas igrejas. A quantidade de gente ali, todos os dias do ano, impedem. Multidao é sempre irracional, e sim, a metáfora mais parecida àquilo que há ali é um jogo do Curíntia.

    Quando eu fui, tive que comprar a visita guiada, porque nao dava pra encarar a fila, nem dava para perder. É absurda a quantidade de beleza que há ali, desde a entreda pelo Museu Vaticano, as obras de artes muito mais antigas que o cristianismo que estao lá, e Michelangelo e Bernini. Entendi a definiçao de um amigo meu, que “ali, é tao bonito que dá até vontade de acreditar em alguma coisa”.

    Achei horrivel a quantidade de pessoas que queriam tirar uma foto de baixa qualidade daquelas imagens a 40 metros do chao (sim, é impossível tirar uma foto decente, mais vale comprar um postal). Acho horrível a quantidade de pessoas incapazes de entender o que há ali, o que significam os quadros, o porquê de serem tao valiosos.

    Enfim, acho que vale a pena visitar o Vaticano se você tem fé, seja na religiao ou na arte. Mas detesto todo mundo que vai lá só pra ver, sem saber o que está vendo. Infelizmente, estes sao maioria.

Leave a Reply