Turistas Acidentais

Turismo é muito mais que viajar. E as vezes você nem precisa viajar para fazer turismo. Olhe ao seu redor, preste atenção e pense na viagem – por menor que seja – como uma acumulação de experiências e em você, como um estrangeiro enquanto hóspede de passagem. Aquilo que você viver formará a sua “bagagem”. Podemos e devemos ser todos, turistas. Longe das responsabilidades de horários e compromissos, lembrem-se apenas das ilusões que nos fazem sempre querer partir.

Particularmente, o que mais me atrai nas viagens, são as pessoas. Lugares são feitos de e por pessoas, mesmo aqueles que hoje se encontram privados delas. Um amálgama em permanente mistura com ingredientes sólidos adicionados pela história que une pedaços de culturas das mais diversas origens. Imagine os diferentes sotaques dos tijolos dos prédios de São Paulo. Dos italianos aos nordestinos, passando por mais de uma dúzia de outras diferentes origens, vão estar nos lembrando parte da sua história. E mesmo aqueles lugares que tem apenas na natureza seu construtor não seriam os mesmos sem as pessoas que os habitam ou habitaram.

Portanto, ao contrário do protagonista do livro no qual inspirei o título deste post (“O Turista Acidental“, por Anne Tyler), saia da sua zona de conforto e busque conhecer um pouco das pessoas, de verdade. A sua “bagagem” ficara bem mais rica. E boa viagem.

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2 responses to “Turistas Acidentais”

  1. Daniel Bender

    Pior, uma das coisas que eu mais senti dificuldade na China foi interagir com as pessoas. Naquele caso, a língua é uma barreira muito forte.

  2. Lucia Malla

    Eu sou exatamente o contário. Viajar pra mim significa o lugar, acima de tudo. E sua natureza, a beleza natural embutida. As pessoas são interessantes complementos, mas o ponto principal do ato de viajar para mim é, sem dúvida, ver os diferentes ambientes naturais.

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