O hábito de fazer um gap year (ou, em português, passar um ano dando um tempo, sem trabalho fixo, normalmente fora de casa) é um conceito há muito tempo difundido nos EUA e Europa.
Principalmente no velho continente, é moda há muito tempo tirar um semestre ou um ano para sair por aí e pensar na vida (ou fazer escolhas, ou repensar escolhas feitas, sei lá) em momentos-chave, como antes de entrar na universidade, ao sair da universidade, ao terminar um longo relacionamento, ao aposentar-se, ou simplesmente quando acha que chegou a hora de repensar sua vida.
Um ano cheio de lacunas e aventuras…
Normalmente, o gap year envolve viajar, afinal, nada como mudar de ares em momentos assim decisivos. Pois um dos setores do turismo que, de fato, tem crescido nos últimos meses é justamente esse.
No finalzinho do ano passado, quando o mundo ia de mal a pior, o setor do gap year quebrou recordes; e as projeções feitas então para esse ano de 2009 também já foram todas superadas.
As razões para o crescimento do setor são muitas, e geralmente controversas. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, são apontadas como causas o fortalecimento da economia nos últimos meses, a moeda mais estável e com valor, o que permite juntar dinheiro mais fácil e rapidamente para dar-se ao luxo de deixar seu emprego no país origem e passar uns bons meses em que, geralmente, só há saída de dinheiro.
Já nos países mais ricos, como membros da UE e os EUA, há quem diga que a razão é oposta: com a crise, muitos foram demitidos e resolveram usar o que receberam de seguro-desemprego e suas economias dos últimos anos para repensar a carreira desfrutando de novos ares, em novos destinos e, em alguns casos, com novas companhias.
Há viajantes do mundo inteiro, claro, que já tinham planos de ano ou semestre sabático e resolveram mante-los mesmo com a crise, simplesmente adaptando seu roteiro às novas realidades financeiras.
Para onde vão estes viajantes?

Hora ideal para conhecer todas as repúblicas da falecida União Soviética
A maioria dos gapyearers resolve mochilar mundo afora. A Austrália tem sido o destino favorito de muitos, sobretudo ingleses; para os brasileiros, o continente europeu ainda é o destino número 1, disparado.
A brasileira Cecilia Gontijo, que encara seu gap year de mochila dando a volta ao mundo, já tem diversos países na bagagem desde o começo da viagem, há vários meses, e já não se preocupa mais tanto com a tal da crise.
“Quase arranquei os cabelos no começo da viagem, tanto no preparo (tirando vistos, pagando seguro ainda no Brasil, tudo em dólar), quanto na ida a países que não viram a moeda se desvalorizar tanto. Em certos momentos tive de abrir mão de uma coisinha ou outra, mas depois que cheguei à Ásia dei uma relaxada porque aqui as moedas acompanharam a desvalorização da verdinha”.
Se você anda pensando em sair por aí por um ano ou semestre, dê antes uma olhadinha no site gapyear.com, cheio de dicas de quem já se aventurou nessa por aí.
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- gap year portugues





14/08/2009 at 2:44 pm #
Gostei muito do texto e também da dica o site gapyear realmente vale a dica e as informações e troca de informações que o site pode proporcionar.
18/08/2009 at 2:01 pm #
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@dbittencourt Faça um ano sábatico [link to post]
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18/08/2009 at 2:49 pm #
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@danielbender boua….
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