O efeito inicial da crise econômica mundial no mercado turístico no Brasil foi a diminuição do volume de vendas de viagens, principalmente a outro países, com medo do rombo que seria causado por uma possível disparada do dólar ou do euro. O segundo efeito, em compensação, tende a causar resultados opostos: a diminuição do preço das passagens, aliada à razoável estabilização do dólar em valores inferiores aos obtidos nos últimos meses deve elevar novamente o interesse por este tipo de destino. Afinal, a diminuição do valor do dólar e do euro em comparação ao real reduz o montante total de gastos do viajante numa viagem ao exterior.
O mais legal é que mesmo durante este mês de julho, período de férias por excelência dos brasileiros e alta estação no hemisfério norte pela chegada do verão – que normalmente ofereceria aos viajantes preços elevados em passagem, acomodação e superpopulação em grande parte dos destinos -, tem surpreendido os turistas com viagens aéreas com valores inferiores aos obtidos no início do ano. Alguns estabelecimentos inclusive congelaram os preços da hospedagem para continuar atraindo clientes preocupados com as finanças (e, em alguns locais, com o possível contágio com a gripe A). Uma passagem ida e volta São Paulo-Barcelona, por exemplo, hoje pode ser obtida por menos de 700 euros (o que significa menos de dois mil reais), preço impensável há alguns meses. E outras ofertas interessantíssimas em hotelaria, cruzeiros e pacotes dentro da Europa ou dos EUA, sobretudo, também não param de pipocar.
Então, ainda há tempo de programar sua viagem e não passar este mês em casa: o que você está esperando?



