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Já dizia um escritor chamado Paul Theroux que Londres não pode ser chamada de “cidade”; a capital inglesa é praticamente um país, em que cada um pode inventar sua própria cidade lá dentro.  Ele era enfático: “minha Londres não é a sua Londres”; o que é inteiramente verdade, convenhamos: cada um de nós tem uma Londres na sua cabeça e nas suas memórias. Pubs, fish&chips, black cabs, ônibus vermelhos e scons com chá costumam ser lembranças comuns a muita gente. Mas há que se concordar que o lendário Tube faz parte das memórias de todos, seja qual for sua Londres: sem um bom mapa impresso em suas mãos, ninguém consegue se locomover com sucesso em suas 275 estações. São 140 anos de “mind the gap”, slogan e símbolo que se converteu numa linha incrível de souvenirs para turistas do mundo inteiro.

Todo bom passeio em Londres começa e termina numa estação de metrô (são mais de 2,5 milhões de usuários por dia!), por mais que seja extremamente agradável caminhar por suas ruas, praças e parques.  É possível adquirir passes simples, diários, para três dias, para uma semana ou um mês, de acordo com o seu tempo de permanência da cidade, da época do ano (há períodos em que chove muito) e seu estilo de viajar. Aliás, o metrô está disponível para visitantes e moradores desde a saída do aerporto de Heatrow, de onde sai a eficientíssima Picadilly Line.

Nesta metrópole sem dono que sintetiza um pouco de tudo que as outras grandes capitais do mundo têm (como NY, Paris, Tóquio) na infinidade de nacionalidades que atravessam suas ruas cotidianamente (indianos, árabes, brasileiros e latinos em geral) a sensação de torre de babel é eminente. Mas não é caótica, não, apesar da poluição, do tráfego excessivo e do aumento do número de sem-teto na cidade; é reconfortante, como se tivéssemos certeza de estar, de fato, na capital do planeta. Por isso que Samuel Johnson, o poeta, disse que quem se cansa de Londres, se cansou da vida. Grandes museus gratuitos, belos parques, os espetáculos do West End, pubs e cafés animadíssimos, mercados ao ar livre… se você está em dúvida quanto tempo deveria gastar na capital inglesa, pense bem: sete dias são o mínimo; mas o ideal era que fosse um ano!

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2 Comments to “A cidade que é um país”

  1. Izabel | December 11th, 2007 at 12:11 pm

    Londres foi um choque para a boa educação: não tinha lixeiras nas ruas e nos prédios públicos. Era constrangedor ter jogar tudo no chão. As lixeiras eram o lugar predileto para deixar pacotes-bomba.

  2. Rafael | July 21st, 2008 at 8:47 pm

    Morei 2 meses em Londres.

    Hoje penso que foi muito pouco…. QUERO MAIS.

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