A Guarda do Embaú e o bar do Evori

Se você gosta de praia e nunca foi para a Guarda do Embaú, em Palhoça, Santa Catarina, vá (há ônibus direto da rodoviária em Florianópolis, o expresso chega na Guarda em uma hora, mais ou menos). Cortadas pelo Rio da Madre, as praias da guarda são ideais tanto para surfistas e jovens atrás de agito quanto para famílias e gente mais sossegada. Para chegar na praia principal, é preciso atravessar o rio duas vezes, com a água batendo mais ou menos na cintura (às vezes mais, às vezes menos), ou então pagar um real para fazer a travessia de barco – o que, pelo menos no verão e na minha opinião, não vale a pena. Lá, você encontra uma porção de surfistas e jovens baladeiros, barraquinhas de açaí, sanduíches naturais, cerveja e afins. A praia é bem grande, mas as pessoas se concentram na parte mais próxima do centrinho, onde se pega o tal barco.

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O centrinho, por sinal, é bem simpático. Pequeno, oferece alguns restaurantes simples, lanchonetes, bares e pousadas. Para chegar na outra praia, a menorzinha e menos badalada, pode-se optar por cruzar o rio três vezes (ao invés das duas anteriores, e com um trecho um pouco mais fundo), pagar o mesmo real para pegar o mesmo barco ou então andar por uma trilha que leva uns 10 ou 15 minutos e não apresenta dificuldades. E é na praia menor que está uma das maiores glórias da Guarda, o bar do Evori.

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O Evori é um senhor simpático e curtido de sol que pôs a família para trabalhar em seu negócio, um bar sem luz nem água encanada, todo de madeira e com chão de areia que, também por ser o único disponível na prainha, atrai quase todos seus visitantes – mas não só por isso. No segundo dia em que estive no bar do Evori, um pequeno show aconteceu, com dois senhores de sunga comandando o resto do bar ao longo das mais variadas músicas, inclusive atendendo a pedidos. O próprio Evori forneceu violão, pandeiro e um tambor, e a trupe (junto com os outros bêbados – esta que vos escreve inclusa) ficou cantando por horas. Muita cerveja e caipirinha depois (tudo gelado, apesar da não-eletricidade), a coisa ficava ainda melhor, e não dava sinais de terminar. Rock, reagge, MPB, Beatles, caetano, Gil, tom, Hotel California e o que mais você quiser imaginar foi tocado lá, quase certeza. O atendimento do bar é feito pelo Evori himself, sua mulher e suas filhas, que anotam os pedidos e depois chamam (gritam) pelo cliente pelo nome – inclusive é muito engraçado quando alguém não responde na hora, pois todo mundo que está do lado começa a gritar junto e há uma comemoração quando a pessoa finalmente aparece. Um dos quitutes mais requisitados é o pastel, que é bem pequeno mas é gostoso, valendo o R$ 1,50 que custa – nada lá é muito caro, a caipirinha (só tem de limão) custa R$ 7, a cerveja R$ 3.

Outro atrativo do lugar, além das mesas e bancos feitos de madeira bem simples, são as centenas de retratos e recortes pendurados nas paredes. Matérias de revistas e jornais sobre a guarda (e sobre o bar em si), fotos de quem já passou por lá (inclusive alguns famosos), da família do Evori, do Evori, dos locais. E um canto todo dedicado ao que parece ser o maior trunfo do dono do bar: Amanda, uma de suas filhas. Linda, ela só apareceu no bar (atendendo, como toda a família) no meu último dia lá, quando eu pude comprovar que ela é, realmente, tudo o que dizem: lindona. Enfim, seja pela Amanda, pela música, pelas figuras que aparecem lá, pelas praias ou pelo pastel de queijo, vale a pena visitar a Guarda, e, lá, não deixar de tomar uma cerveja no Evori. É imperdível.

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Fernanda Beck

Sempre com fome.

4 Comments

  1. Filipe

    PQP! Ir pro sul de mochilagem é um das minhas metas de 2008. Sua viajem deve ter sido ótima nesse lugar!!!

    pode me falarqual mochila devo comprar, e quanto $$ gasto por dia num lugar desses?

    ein ein ein?
    ate

  2. Fernanda

    Oi Filipe, tudo bom?

    Vc pode fazer uma viagem barata pro sul se optar por hospedagem barata, como campings (pousadas já pesam um pouco mais). Comer também nao é muito caro, lá na Guarda mesmo eu e meus amigos almoçávamos num restaurante em que as porções eram muito bem servidas e saíam por menos de R$ 10.

    Quanto à mochila, minha dica é que vale investir em uma boa, principalmente se vc gosta mesmo de viajar. Vale pagar caro e comprar uma que dure, tipo da Curtlo, da Kailash ou da Deuter (mas estes sao só exemplos, lógico). Coisas que podem ser muito práticas são aquela mochilinha que vem acoplada em algumas mochilas maiores e pode ser usada para passeios curtos e bolsinhos na barrigueira da mochila, parte que vem presa à cintura – são ótimos para pôr o dinheiro que vc precisa usar enquanto nao chega ao seu detsino, sem ter que ficar tirando a mochila das costas.

    Espero ter ajudado!

    fernanda

  3. Camila

    Hey, cara!

    Estou querendo muito conhecer Guarda do Embaú, moror em Indaial.. e não tenho nem idéia de onde posso fazer um camping lá!

    tu sabes me dar algumas dicas de algum lugar que aceite barracas, perto da praia, num lugar mais tranquilo? (ou seja, que ngm vai nos assaltar ¬¬) ou entao uma pousadinha baratinha?
    hiihi

    valeu ai cara!
    aguardo retono!!

  4. Camila

    meu email é camila.chiarelli@hotmail.com tá!

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