A vida longe da civilização no interior de Santa Catarina

Feriadão em Curitiba a cidade torna-se fantasma, a galera prepara a farofa e desce para o litoral. Na contra mão do destino, segui para o interior de Santa Catarina. Nada de festa, só comer, dormir e descansar.

Quando digo interior, tento expressar toda uma cena muito bulcólica. Vou tentar detalhar: a localidade onde fui é próxima de Campos Novos, alí perto da micro cidade Abdon Batista. Entre morros lá fica a propriedade do pai de um tio, acessível por uma ingrata estradinha de terra.

Na quinta saímos lá pelas 17h. Como sempre acontece, todos saem no mesmo horário e se vai pelo menos 1h para sair de Curitiba. Já na BR 116 – pista simples com trechos muito ruins – veio a chuva e depois a noite. Dirigir com chuva a noite não é uma das coisas mais seguras a se fazer. Vez ou outra o corpo recebe algumas descargas de adrenalina por conta das ultrapassagens em trechos com curvas.

Mais de 6h de viagem com uma parada para jantar, chegamos próximos de Abdon Batista, só faltavam uns 30km. Na terra. Com chuva na terra a noite. Que experiência interessante. O importante foi chegar vivo ao destino.

Capotei de cansaço e no outro dia levantei cambaleante até chegar na mesa. Lá pelas 10 da manhã todos estavam acordados há muito tempo. Nem tinha lembrado que lá “nos mato” o pessoal acorda antes do galo. A partir daí que muitos detalhes saltaram aos olhos.

No breakfast: pão caseiro, doce de leite caseiro, queijo caseiro, bolacha caseira. Procurei a margarina com os olhos, nada. Vamos de pão de milho, com nata e doce de leite. Show de bola! Foram três. No almoço também, tudo advinha da produção própria. Um ou outro item era comprado no armazém da cidade.

Contudo, levei um pouco de tecnologia para o pessoal apreciar: Nintendo Wii. Com algumas gambiarras e um transformador consegui ligar o vídeo-game na velha TV, preto e branco, mas funcionou. Aqui abre-se um parênteses para afirmar que o Wii é realmente uma revolução. Desde o senhor pai do meu tio, com 80 anos, até as crianças de 6 estavam jogando. Ainda melhor: juntos!

O pessoal gostou mesmo da brincadeira. Jogaram nos três dias em que fiquei por lá, eu preferi contato com a natureza. ;)

Após um banquete no sádabo, sentei na frente da casa para apreciar a vista. Um morro, que olhou para mim; e eu olhei para ele. Vou ter que subir! (na verdade tinha até uma estradinha para subir, mas tenho méritos porque fui por um caminho em meio a um tanto de pinus).

Enfim, passar uns dias longe da civilização, internet e notícias péssimas da TV, é ótimo. Limpa a mente e recicla energias para continuar a luta do dia-a-dia!

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5 responses to “A vida longe da civilização no interior de Santa Catarina”

  1. issamu

    Estava em um parágrafo lendo: “Dirigir com chuva a noite não é uma das coisas mais seguras a se fazer.”

    Quando de repente meu dedo escorregou no scroll do mouse e vi de relance o “Capotei” do 5º parágrafo.

    Minha boca abriu de repente, arrepiei, o suor escorreu pela testa, “ainda bem que estou lendo este post” pensei comigo.

    Fiquei aliviado logo em seguida, quando vi que não tinha ocorrido nada.

    Abraços Rafael.

  2. issamu

    Só uma perguntinha, qual o jogo que eles jogaram no wii?

    Do lugar? Bom, sou do interior, pra mim fica mais fácil fugir pra esse tipo de lugar.

  3. Lucia Freitas

    Bela lembrança Slonik… principalmente quando a gente não sai da grande cidade há muuuito tempo(lembre: em Sampa, véspera de feriado acho que são umas 2 horas para se desenroscar do trânsito).
    Adorei ir pro sítio contigo :D

  4. Kelen Corrêa

    Fala Sério!!!
    Quem é você…
    Eu nasci nessa cidade!!!
    Abdon…. ahuuah…
    Moro em Rio Negrinho… Quem é que você foi visitar… Conheço meio mundo lá….
    Tenho uns par de parente morando lá ainda…
    hauauh….
    Se puder responda no meu e-mail….
    Abração!!!

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