Como viajar pelo mundo surfando sofás

Escrito por Fernanda Beck 22/02/20084 dicas viajantes

Sofá

Desde 2006 sou uma participante do Couch Surfing, projeto que tem como idéia central um intercâmbio de hospedagem entre seus participantes, vindos dos cinco continentes do globo. Parece o orkut, só que mais útil e menos propenso a fofocas, espionagem e picuinhas.

Se inscrever é gratuito. Você entra na página principal www.couchsurfing.com e se cadastra. Além dos dados básicos como nome, idade, profissão, cidade onde mora e preferências, você fala o quanto está disponível para receber viajantes em casa, e como. As opções vão desde “não tenho lugar disponível” a “posso receber com certeza”, passando por “gostaria de marcar um encontro para tomarmos um café”. Também é possível especificar qual o tipo de alojamento disponível (Um sofá-cama? Um colchão no chão? Um quarto de hóspedes?), quanto tempo e quanta gente podemos hospedar.

A idéia pode parecer um pouco arriscada, no sentido de que não se conhece nada além do perfil do Couch Surfing do futuro hóspede/hospedeiro. Será ele um ladrão? Um louco? Uma pessoa que não toma banho? Há dois caminhos para um perfil parecer mais confiável: o primeiro é o que o site chama de “verification”, que é, através de uma doação paga com cartão de crédito, confirmar seu real endereço com o site – uma “prova” de que você não está mentindo e está levando a coisa a sério. O outro caminho é receber críticas positivas de quem já ficou na sua casa ou te recebeu, no estilo “depoimentos” do orkut. E através dos depoimentos dá para ver que o projeto vai muito bem, pois a maioria deles é bem positivo.

O site tem algumas recomendações de segurança, como sempre ter um plano B para o caso de o hospedeiro não ser tão simpático quanto pareceu. E também algumas de “boas maneiras” para quem vai ficar na casa de alguém: é simpático levar um presente ou comprar alguma comida, não fazer muita bagunça, etc.

Como adepta das viagens de baixo orçamento, achei a idéia do Couch Surfing ótima (há outros sites na mesma linha, como o Hospitality Club), pois assim gasto ainda menos dinheiro do que ficando
em albergues. A desvantagem é que nem sempre o dono da casa tem muito tempo disponível ou vontade para servir de guia turísitico (pois, ao contrário de você, ele não está de férias), e conhecer outras pessoas fica mais difícil quando se está sozinho em uma casa do que quando você está em um albergue e encontra um monte de gente todo dia.

Fernanda Beck: Sempre com fome.
Categorias: Dicas, Turismo, Viagem, Web



4 comments

  1. Fabio Brito - PsychoPenguin says:
    22/02/2008 at 2:19 pm #

    Rapaz, eu morro de vontade de fazer um negócio desses, o grande problema mesmo é a minha desconfiança geral com a humanidade. Acho que é trauma da conviência com brasileiros. :D

  2. lilloedeia says:
    24/02/2008 at 3:40 pm #

    topas uma troca de links conosco ?
    http://www.perolaspoliticas.com

  3. Bruno Dulcetti says:
    25/02/2008 at 3:46 pm #

    Achei alucinante isso. Vou ver se me cadastro lá. Idéia bem interessante, mas concordo que um pouco arriscado.

    Mas do mesmo jeito que você fica desconfiado, sendo o visitante ou o hospedeiro, a outra ponta também fica.

    É um risco, mas que pode ser legal.

  4. gilvano atamir rodrigues says:
    20/02/2011 at 5:50 pm #

    gostaria de entrar em contato com pessoa d e goiania

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