
Desde 2006 sou uma participante do Couch Surfing, projeto que tem como idéia central um intercâmbio de hospedagem entre seus participantes, vindos dos cinco continentes do globo. Parece o orkut, só que mais útil e menos propenso a fofocas, espionagem e picuinhas.
Se inscrever é gratuito. Você entra na página principal www.couchsurfing.com e se cadastra. Além dos dados básicos como nome, idade, profissão, cidade onde mora e preferências, você fala o quanto está disponível para receber viajantes em casa, e como. As opções vão desde “não tenho lugar disponível” a “posso receber com certeza”, passando por “gostaria de marcar um encontro para tomarmos um café”. Também é possível especificar qual o tipo de alojamento disponível (Um sofá-cama? Um colchão no chão? Um quarto de hóspedes?), quanto tempo e quanta gente podemos hospedar.
A idéia pode parecer um pouco arriscada, no sentido de que não se conhece nada além do perfil do Couch Surfing do futuro hóspede/hospedeiro. Será ele um ladrão? Um louco? Uma pessoa que não toma banho? Há dois caminhos para um perfil parecer mais confiável: o primeiro é o que o site chama de “verification”, que é, através de uma doação paga com cartão de crédito, confirmar seu real endereço com o site – uma “prova” de que você não está mentindo e está levando a coisa a sério. O outro caminho é receber críticas positivas de quem já ficou na sua casa ou te recebeu, no estilo “depoimentos” do orkut. E através dos depoimentos dá para ver que o projeto vai muito bem, pois a maioria deles é bem positivo.
O site tem algumas recomendações de segurança, como sempre ter um plano B para o caso de o hospedeiro não ser tão simpático quanto pareceu. E também algumas de “boas maneiras” para quem vai ficar na casa de alguém: é simpático levar um presente ou comprar alguma comida, não fazer muita bagunça, etc.
Como adepta das viagens de baixo orçamento, achei a idéia do Couch Surfing ótima (há outros sites na mesma linha, como o Hospitality Club), pois assim gasto ainda menos dinheiro do que ficando
em albergues. A desvantagem é que nem sempre o dono da casa tem muito tempo disponível ou vontade para servir de guia turísitico (pois, ao contrário de você, ele não está de férias), e conhecer outras pessoas fica mais difícil quando se está sozinho em uma casa do que quando você está em um albergue e encontra um monte de gente todo dia.







Rapaz, eu morro de vontade de fazer um negócio desses, o grande problema mesmo é a minha desconfiança geral com a humanidade. Acho que é trauma da conviência com brasileiros.
topas uma troca de links conosco ?
http://www.perolaspoliticas.com
Achei alucinante isso. Vou ver se me cadastro lá. Idéia bem interessante, mas concordo que um pouco arriscado.
Mas do mesmo jeito que você fica desconfiado, sendo o visitante ou o hospedeiro, a outra ponta também fica.
É um risco, mas que pode ser legal.