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Cataratas do Iguaçu Foto: Gustavo Schmatz

Uma amiga acabou de voltar de Foz do Iguaçu. O seu barato: visitar o Parque Nacional do Iguaçu o maior número de vezes possível. Claro que também fez as suas comprinhas do outro lado da Ponte da Amizade… Antes dela ir, achei brega. Veio a resposta: “Acho estranho as pessoas acharem isso de Foz do Iguaçu. Elas não imaginam o que é estar no meio daquela fenda geológica”, respondeu. A última vez que visitou o lugar, seu filho tinha uns 13 ou 14 anos - o moço acaba de fazer 21. O depoimento que fez depois me trouxe direto pro Goitacá. Tento reproduzir aí embaixo.

Ao sobrevoar a cidade, o avião mostra um dos maiores tesouros naturais do mundo: as cataratas. Fora dos limites do parque, não resta mata. Está absolutamente tudo cultivado.

Quando você passa o portal do turista e entra neste santuário a 30 quilômetros por hora, a natureza se mostra. Inteira, permanente, linda. Árvores, arbustos, cipós: tudo em composição perfeita, intocada. À beira da fenda, o som das quedas te envolve. Você entra na passarela, o ar fica tomado por gotículas e a temperatura sobe. A sensação é de estar no meio do Jurassic Park. Você caminha, no meio da névoa. À determinada altura, começa a ver pedaços. Uma promessa, mais alguns passos, outra promessa, solta-se um suspiro, mais passos, uma exclamação. Mais um pouco e você vê as quedas, em seu esplendor. Na Garganta do Diabo (que é o lugar para onde converge toda a água), o som, a grandiosidade e a energia são absolutos. É impossível ficar muito, apesar do êxtase. Parece que a natureza faz amor com quem está na Garganta, como se fecundasse todos os seres humanos. É impossível ficar mais de cinco minutos por lá, diz a fonte. Você volta recarregado, cheio de coisas boas. E sorri o tempo todo.

Juro: fiquei com vontade de ir. O esquema dela foi bacanérrimo. Conseguiu as tais passagens da Gol a R$ 50,00 (para ida e volta, um feito de paciência!). Foi num sábado e voltou na quinta. Agendou visitas ao parque no domingo, na terça e na quarta. Nos intervalos, foi às compras lá do outro lado.

Há mais para fazer por lá. A Rolling Stone de março (ainda off-line, afe) trouxe uma matéria bacanérrima sobre a cidade, com um perfil precioso. E nem tocou na maior maravilha, que atrai turistas de todo o mundo. A saber são: o Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, a Mesquita Omar Ibn Al-Khatab, o Templo Budista.

Vale a pena, também, dar uma olhada no outro post do Goitacá, com dicas de passeio do lado argentino.

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One Comment to “Foz do Iguaçu: Garganta do Diabo”

  1. Daniel Bender | April 28th, 2007 at 9:34 am

    Acho que a visão da Garganta é mais impressionante do lado argentino. Parece que a gente vai cair no turbilhão infernal de água.

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