Escrito por Lucia Freitas, visite seu site

Sou paulistana criada com temporadas de janeiro no Guarujá. Santos, grande cidade litorânea, graças a seu porto e à proximidade com S. Vicente, a vila de Anchieta, sempre teve gosto de balsa, praia feia, caranguejos ótimos à beira do mangue.

A cidade era um destino ignorado, até que minha amiga Yara se tornou freqüentadora fiel do Santuário de Santo Antônio do Valongo. Foi ela quem me guiou pelas maravilhas históricas de Santos. Apaixonei.

Um roteiro: vá de metrô ao Terminal Jabaquara (R$ 2,30), pegue o ônibus para Santos (R$ 13,00, saídas de 15 em 15 minutos). Descanse por 50 minutos. Na rodoviária do Valongo, afie a curiosidade e abra o mapa.

O Bonde: foi instalado em 1871, um ano antes de chegar a Sampa. Em 1917, Santos tinha a maior malha de trilhos da América Latina – e o serviço era modelo no País. A linha turística faz o circuito do Centro, de terça a domingo, das 11h às 17h – um bom jeito de conhecer os monumentos. Sai da Praça Mauá.

Museu do Café

Bolsa Oficial do Café – Museu do Café: inaugurado em 1922 nas comemorações do centenário da Independência, o Palácio da Bolsa Oficial do Café é prova do ecletismo que marcou a nossa arquitetura no início do século XX. Foi restaurado e reaberto ao público em 1998, como o Museu dos Cafés do Brasil. Foi reconhecido, no dia 7 de dezembro, como Patrimônio Histórico Nacional pelo Iphan. A visita custa R$ 4,00 e mostra a trajetória da cafeicultura em São Paulo, três quadros de Benedito Calixto, cenas históricas do Porto de Santos. Na saída, um café imbatível – e você escolhe o blend. De 17 a 19 de janeiro, curso de barista.

R. do Comércio: vale passear a pé ou no bondinho. São sobradões antigos, muitos do século XVII e XVII. O mais famoso a Casa da Frontaria Azulejada (no número 93), um sobrado de 1865, foi construída para residência e armazém do comerciante português, Comendador Manoel Joaquim Ferreira Netto.

Com a fachada coberta por azulejos portugueses azuis e amarelos, ela foi construída em forma de “U”, com abertura voltada para o mar, para facilitar a carga e descarga das mercadorias. A porta principal, bastante larga, permitia o acesso de carruagens ao interior do imóvel. O andar superior provavelmente abrigava a residência.

Com o passar dos anos, o sobrado foi utilizado como armazém, escritório de café e hotel. Na década de 1970, funcionava como depósito de adubos químicos, o que contribuiu para sua degradação e quase ruína.

Tombado em 1970, o imóvel começou a ser restaurado em 1992 e hoje pertence à Fundação Arquivo e Memória.

Já já conto mais…

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3 Comments to “Histórias à beira do Porto - Parte 1”

  1. Santos, cidade à beira-mar » Bender Blog | December 11th, 2006 at 12:41 pm

    […] A Lu Freitas publicou um maravilhoso artigo sobre Santos no Goitacá. Vale muitíssimo a pena ler, veja um trecho: “Sou paulistana criada com temporadas de janeiro no Guarujá. Santos, grande cidade litorânea, graças a seu porto e à proximidade com S. Vicente, a vila de Anchieta, sempre teve gosto de balsa, praia feia, caranguejos ótimos à beira do mangue.” Enviado por Bender Arquivado em Interessante, Nostalgia, reblog […]

  2. Chris Pessoa | December 12th, 2006 at 8:39 am

    Nossa, que interessante! às vezes existem lugares maravilhosos bem pertinho da gente e a gente não sabe…

  3. Goitacá » Santos - parte 2 | December 19th, 2006 at 3:24 pm

    […] (Continuação do passeio por Santos) […]

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