Fui para Florianópolis no último feriado. Foi uma viagem ótima, como em todas as vezes em que lá estive, mas um pouco diferente. Decidimos ir de carro, e foi uma viagem longa, muito longa. A BR 116 está em frangalhos, e passamos boa parte do trajeto reclamando das péssimas condições da estrada. Há um excesso de caminhões que dificulta o trânsito e simplesmente destrói o asfalto, que já é horrível. Os buracos ao longo da rodovia são, além de um perigo, uma ameaça para o carro.
Ficamos hospedados em uma casa linda no canto da lagoa, de uma amiga do meu pai. Era bem perto do centrinho, o que facilitou muito nossos passeios a pé. O problema é que, depois do primeiro dia, o tempo fechou de vez, e os tais passeios foram um pouco frios – minha dica fundamental para a cidade é levar uma capa de chuva, porque mesmo com o (muito) vento é gostoso andar, mas a garoa incomoda e esfria.

Apesar do tempo ruim, fomos a Jurerê Internacional, uma praia bem gostosa com um mar calmo e umas barracas de praia chiques (inclusive vi uma notícia hoje dizendo que a praia caiu nas graças dos gringos). É uma “praia de ricos”. A vizinhança é toda composta por casas que ostentam riqueza – quase todas de péssimo gosto.
No segundo dia fomos para Santo Antônio de Lisboa, um bairro com construções históricas, lojas de artesanato e restaurantes tipo pé na areia. Bom passeio para um dia cinzento ou um fim de tarde. No terceiro dia de viagem resolvemos ir até as dunas da Praia da Joaquina para fazer sandboard (o “snowboard” da arei, em que deslizamos duna abaixo em uma prancha de madeira). Tomamos a decisão errada e decidimos chegar até a praia pelas dunas, travessia que, apesar de no final das contas ter sido divertida, nos exauriu. Enquanto estávamos nas dunas, o passeio foi gostoso, mas logo tivemos que andar no meio do mato, o que foi um pouco mais complicado e cansativo. Tudo isso, é claro, embaixo de chuva fina e vento forte. A subida final rumo ao outro lado das dunas foi um capítulo à parte do trajeto, extremamente cansativo. No final ficamos tão cansados (e molhados, e com frio) que voltamos para casa sem nos aventurar duna abaixo. Um fracasso.
Tínhamos planejado acordar bem cedo para começar a viagem de volta a São Paulo, mas o sol saiu e não resistimos. Fomos para a praia mole e curtimos nosso merecido tempo ao sol – o mar não á tão convidativo para banhistas (surfistas podem achar mais interessante). Na volta ainda paramos na Lagoa da Conceição para um mergulho – nos disseram que a lagoa anda meio poluída, mas a água estava bem transparente e não nos pareceu tão ruim.

A viagem de volta para São Paulo demorou mais que a de ida, e foi muito mais cansativa pois fizemos boa parte do percurso à noite – leve um monte de lanches com você quando estiver voltando, porque é muito, muito difícil encontrar uma lanchonete decente no caminho. Também fomos parados por um guarda rodoviário que ficou indignado por nossa recusa em suborná-lo, e enfim nos deixou ir.
Apesar das frustrações da viagem – pensei que voltaria com um bom bronzeado – Floripa continua tão linda e tão simpática quando eu me lembrava. Para quem ainda não conhece, vale a viagem. Para quem já conhece, também.







ow ow… Ótimo seu relato…
Pena que você não teve a sorte de ter encontrado dias ensolarados por aqui.
Bem, mas pra quem quiser arriscar a vir e quiser conhecer outras praias, fiz uma série de posts sobre as praias de Florianópolis… Acho que vale a pena dar uma conferida…
http://blog.cronicanet.com.br/category/florianopolis-praias/
Abração e parabéns pelo post!
Floripa vale a pena em qualquer estação do ano. Cidade maravilhosa com uma estrutura excelente.
Só não recomendo ir no ano-novo e carnaval, quando nós gaúchos invadimos TODOS os cantos da ilha.